Este é um filme que pretende acima de tudo, e ao contrário do que possa parecer na sua real expressão, imprimir uma mensagem positiva. Partindo da abordagem de um caso em particular ambiciona-se tocar na generalidade dos seres humanos, na condição que a racionalidade nos imprime e enquanto detentores de livre arbítrio. O poder da escolha no nosso percurso e suas resultantes consequências. Não se almeja descriminar entre o „certo“ e o „errado“, como modelo de acção a seguir, como fórmula de travessia perfeita pela vida, mas sim abrir nas mentes um espaço concreto à consciência. Por outras palavras, é clara intenção inflacionar o peso da negligência desmedida e da descredibilização da força do agir humano, mostrando todo esse reflexo no indivíduo e, em pequena escala, nos seus seres afectos. O pulso que tendemos a perder no arrasto da vida, atitude que pode derivar de inúmeras situações a que o homem é posto à prova. É desse „sangue na guelra“, ou da falta dele, que podemos dizer tratar-se este filme. Porque a sorte, como nós, é mortal. Se nós nos cansamos de lutar, não estará ela também no seu legítimo direito de se cansar de nós?
Falo de uma aceitação da nossa essência, na medida em que ao fim todos chegamos, com mais ou menos pressa, por influência directa ou por infeliz acaso. Não conheço viv'alma a quem tenha sido dada a escolha entre nascer e não nascer. A questão reside no espectro de possibilidades que temos ao nosso dispor de fazer uso desse advento, ou seja, depois de vivos estarmos. Assumimos um papel ou somos meros espectadores? Se arredamos de nós a ideia de destino, como presunçoso fatalismo, há que estar consciente do eminente assalto do acaso, e da sua não menos arrogante ditadura.
Mais uma vez descartando toda e qualquer noção de „vida ideal“, é nas suas próprias mãos que o homem se deita, e não na cama como muitos pensam.
Falo de uma aceitação da nossa essência, na medida em que ao fim todos chegamos, com mais ou menos pressa, por influência directa ou por infeliz acaso. Não conheço viv'alma a quem tenha sido dada a escolha entre nascer e não nascer. A questão reside no espectro de possibilidades que temos ao nosso dispor de fazer uso desse advento, ou seja, depois de vivos estarmos. Assumimos um papel ou somos meros espectadores? Se arredamos de nós a ideia de destino, como presunçoso fatalismo, há que estar consciente do eminente assalto do acaso, e da sua não menos arrogante ditadura.
Mais uma vez descartando toda e qualquer noção de „vida ideal“, é nas suas próprias mãos que o homem se deita, e não na cama como muitos pensam.
Clara de Oliveira
1 comentário:
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